Política

06 de Julho de 2021 às 07:12:50h

Emanuel diz que CPI da Covid trava liberação de doses extras a Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que a CPI da Covid, que apura no Senado Federal possíveis falhas do governo federal no enfrentamento à pandemia, tem travado as negociações pelas vacinas extras para Cuiabá.

Ao HN, o chefe do Executivo municipal explicou que, com a crise no governo federal, o ministro-chefe da Casa Civil, General Luiz Eduardo Ramos, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pediram "um tempo" para que cumpram a promessa de enviar a Cuiabá doses extras das vacinas contra a Covid-19.

Nas últimas semanas, a CPI da Covid tem recebido diversas denúncias sobre supostas irregularidades nas aquisições de vacinas pelo governo federal, o que tem demandado esforços dos gestores em tentar solucionar a crise.

Emanuel ainda detalhou que o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, mais conhecido como Emanuelzinho (PTB), lidera as negociações com os ministros.

“Emanuelzinho está em Brasília cobrando o ministro-chefe da Casa Civil e o ministro da Saúde. Como veio a crise da CPI, eles pediram uns dias pra poder definir e honrar o compromisso feito publicamente com Cuiabá”, disse Emanuel à reportagem.

No início de junho, Queiroga gravou um vídeo com Emanuelzinho sobre o envio de doses extras de vacinas contra o novo coronavírus (Covid-19) a Cuiabá como contrapartida à realização da Copa América na capital mato-grossense. No entanto, todos os cinco jogos já foram realizados na Arena Pantanal, mas os imunizantes não chegaram a Cuiabá.

Dias depois do vídeo repercutir na sociedade cuiabana e criar expectativas,  Queiroga voltou atrás e afirmou que o governo federal não vai enviar doses extras de vacinas nem para Cuiabá e Várzea Grande, como compensação pela realização dos jogos. A declaração foi feita durante audiência na Comissão Temporária da Covid-19, em resposta a um questionamento do senador Wellington Fagundes (PL).

Na mesma ocasião, Queiroga explicou que as doses extras poderiam vir a Mato Grosso, pois o estado é considerado de fronteira. "Não há uma estratégia especifica em relação à competição esportiva. O que está em discussão em relação a esses estados que têm grandes fronteiras com os países vizinhos, está em estudo no Plano Nacional de Imunização (PNI) para ampliar a vacinação. São estados que territorialmente são grandes, mas que têm concentrações demográficas pequenas de tal maneira que o esforço para ampliar a imunização não é tão grande”, disse à época.

Fonte: Hiper Noticias