Política

18 de Junho de 2017 às 09:54:06h

Apenas 5 de 13 siglas definem presidente em MT; PSB e mais 7 são subordinados

A maioria dos partidos que possuem representatividade na Assembleia ou Congresso Nacional – Câmara e Senado - é tocado por meio de comissões provisórias, ou seja, sem a instituição de diretórios estaduais. Ao todo, oito das 13 siglas estão nessa situação em razão de não cumprirem exigências estatutárias.

Essas comissões ficam vulneráveis aos desejos do diretório nacional, que pode nomear ou destituir membros a qualquer momento, como ocorreu com o PSB quando retirou o deputado federal Fabio Garcia do comando da sigla em Mato Grosso. A punição foi em decorrência ao fato do socialista ter contrariado posicionamento do partido e votado a favor da reforma trabalhista. 

Mario Okamura

quadro partidos

Siglas que possuem diretórios já se organizam para escolher próximo presidente estadual em MT

Na sequência, o presidente nacional da legenda socialista nomeou o deputado federal Valtenir Pereira presidente da sigla em Mato Grosso. O retorno de Valtenir, que estava no PMDB desde março de 2016, foi articulado pelo presidente nacional do PSB Carlos Siqueira, comunicado aos filiados mato-grossenses por telefone na manhã da última quarta (14) e recebido como um golpe pelos membros destituídos do PSB. O ato de filiação de Valtenir aconteceu na tarde do mesmo dia, em Brasília.

A destituição em massa, considerada ditatorial pelos filiados do PSB, é difícil de acontecer, haja vista que os nomeados para ficarem à frente das comissões são da confiança da Nacional e costumam seguir orientações partidárias.

Diretórios

Diferentemente das comissões, os partidos que possuem diretórios já se organizam para escolher o próximo presidente estadual, como o caso do DEM e PDT, que são dirigidos pelos deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Zeca Viana, respectivamente. Os diretórios, de maneira geral, possuem mais independência e sofrem menos interferência da Nacional.

No caso dos democratas, a eleição ocorrerá em agosto deste ano. Dilmar sugere que o ex-senador Jayme Campos assuma o partido, haja vista que o parlamentar tentará a reeleição no ano que vem. O ex-senador, por sua vez, considera a manutenção do deputado à frente da sigla importante para o crescimento do partido que possui mais de 5 mil filados.

Zeca, por sua vez, que está no segundo mandato de presidente do PDT, avalia a possibilidade de abrir espaço para outra pessoa. Ele considera que é importante a rotatividade, entretanto, a falta de liderança poderá colocá-lo pela terceira vez no comando da legenda no Estado. “Isso vai depender de quem estiver interessado. Geralmente ficamos apenas com os ônus”, explica o pedetista ao confirmando o pouco interesse de alguém assumir seu posto.

O primeiro partido a sair na frente e realizar a eleição foi o PT, que escolheu o deputado estadual Valdir Barranco, em maio, pelo biênio 2017/2019. Atualmente, a legenda em Mato Grosso possui dois parlamentares estaduais, Barranco e Allan Kardec, e um deputado federal, Ságuas Moraes. 

As demais legendas, que possuem diretório estadual, devem deixar para realizar as eleições partidárias no ano que vem, meses antes da eleição de 2018, como caso do PSDB que é comandado pelo deputado federal Nilson Leitão que está há seis anos presidindo a sigla no Estado. “Mais próximo da eleição surgirão nomes que deverão assumir, como o ex-governador Rogério Salles”, sugere o tucano ao .

Fonte: RDnews