Geral

10 de Abril de 2019 às 09:02:05h

Prefeitura monta marcenaria para fabricar mobiliário urbano

Parte das árvores da floresta Amazônica derrubadas de forma ilegal agora são bancos para a população de Sinop sentar à sombra. Outra parte, cestos de lixo para manter o espaço urbano limpo.

A jornada da mata até a cidade não foi proposital. Desde 2011 a prefeitura de Sinop recebe madeiras tropicais apreendidas pelo IBAMA. Em geral, são carregamentos de madeira serrada flagrados sem documentação, mas há também uma quantidade significativa de toras brutas. Esse material já virou poste para placas de sinalização, pontilhões e até cerca para o cemitério. Mas isso já faz um tempo.

A antiga marcenaria da prefeitura, um apêndice da Secretaria de Obras, acabou sendo sucateada há uns 3 anos. Desde então, quase nada vinha sendo feito com as madeiras doadas pelo IBAMA. Por sua vez, o órgão ambiental, que fica há menos de 30 metros do pátio da secretaria de Obras, começou a usar o amplo espaço como um “depósito informal” de suas apreensões. Resultado: uma pilha enorme de madeira, de boa qualidade, apodrecendo no tempo.

Há pouco mais de 60 dias o atual secretário de Obras, Daniel Brolese começou a levantar a antiga marcenaria. Gastou uns R$ 10 mil para fazer um coberto de 60 metros quadrados e recauchutar os velhos equipamentos. Utilizando dois funcionários concursados da pasta e mais 4 trabalhadores terceirizados (cooperativa de serviços contratada pela prefeitura), Brolese colocou em operação a fábrica de mobiliário urbano. “Conversamos com o Ibama para que oficializasse a doação da madeira que estava no pátio da secretaria. Com um pequeno investimento colocamos os equipamentos da marcenaria para funcionar e compramos ferramentas. Tem muita madeira boa que agora estamos conseguindo aproveitar”, pontuou o secretário.

Até o momento a marcenaria da prefeitura já produziu 100 lixeiras e 14 bancos. Alguns já foram instalados como na Avenida dos Tarumãs, no cruzamento com a Avenida das Sibipirunas e na rotatória com a Avenida das Itaúbas. As lixeiras de madeira tem o fundo concretado no chão, para evitar vandalismo. Os bancos são grandes com madeira aparelhada e envernizada. Segundo Brolese, a meta é produzir nos próximos meses mais 500 lixeiras para instalar em vários pontos da cidade, inclusive nos bairros. “A gente cobra educação para as pessoas não jogarem lixo na rua, mas não tem lixeiras na cidade de Sinop. Basta olhar”, comentou o secretário.

Além das lixeiras de madeira, fabricadas pela secretaria, a prefeitura está licitando a aquisição de um pacote de mobiliário urbano feito de madeira plástica. O GC Notícias inclusive já fez uma reportagem a respeito. Para Brolese, com essa compra e a fabricação da secretaria, a prefeitura vai conseguir sanar o seu déficit de equipamentos nos espaços públicos.

A ideia é de que o mobiliário urbano produzido na marcenaria da prefeitura, em breve, seja instalado nas praças e demais espaços públicos espalhados pela cidade. De madeira de verdade (e não de plástico), com baixo custo e esteticamente bonitos, esses bancos e lixeiras melhoram a estrutura urbana e relembram da matéria prima que foi o primeiro grande pilar da economia de Sinop.

Fonte: Gc Noticias

Autor: Jamerson Miléski