Esportes

12 de Agosto de 2017 às 10:29:42h

Rosângela voa no fim, e Brasil vai à final do 4x100m feminino em Londres

Disputa por medalhas do Mundial de 2017 será ainda neste sábado no Estádio Olímpico

Principal esperança de medalha do Brasil nas provas de pista nos últimos anos, o revezamento 4x100m feminino cumpriu bem seu papel na manhã deste sábado. O quarteto formado por Franciela Krasucki, Ana Claudia Lemos, Vitória Rosa e Rosângela Santos contou com uma grande arrancada da finalista dos 100m no fim para cruzar em terceiro, garantindo a última vaga direta para a disputa por medalhas no Mundial de Londres. O tempo de 42s77, melhor da seleção na temporada, foi o sétimo no geral.

- São 10 anos já. Eu gosto de fechar, mas dá uma apreensão, porque eu vejo quase toda a prova, mas tenho que prestar atenção só na minha raia, na minha prova. No revezamento, não tem estratégia, é pegar o bastão e correr o mais rápido possível - disse Rosângela, ao SporTV.

 Revezamento Feminino - Brasil vai à final do 4x100m feminino em Londres (Foto: Reuters)

Revezamento Feminino - Brasil vai à final do 4x100m feminino em Londres (Foto: Reuters)

Os Estados Unidos, mesmo sem a estrela Tori Bowie, venceram a primeira bateria e foram os mais velozes das eliminatórias com 41s84, seguidos por Grã-Bretanha, Alemanha, Suíça, Jamaica e Holanda. Apenas Trinidad e Tobago teve um tempo menor do que o Brasil nesta primeira etapa.

A equipe verde-amarela volta à pista do Estádio Olímpico ainda neste sábado. A final do 4x100m feminino é o penúltimo evento da noite e está marcado para as 17h30 (horário de Brasília). A prova terá transmissão ao vivo do SporTV2 com narração de Luiz Carlos Junior e comentários de Lauter Nogueira. O SporTV.com acompanha todas as emoções em Tempo Real.

 
Quarteto do Brasil celebra prova de rev. fem. 4x100m

Quarteto do Brasil celebra prova de rev. fem. 4x100m "Primeiro passo era chegar na final"

Na última quinta-feira houve o temor de que Rosângela Santos pudesse ser punida por queimar de propósito a largada na semifinal dos 200m. Caso a Federação Internacional (IAAF) interpretasse que houve má fé poderia excluí-la de todas as provas subsequentes para as quais estivesse inscrita, mas felizmente a entidade descartou qualquer sanção. Assim, o principal pilar da equipe pôde ser escalada normalmente para fechar a disputa.

O Brasil foi escalado para correr na raia 9, a mais externa de todas. Franciela abriu bem a prova e entregou o bastão para Ana Cláudia. Na passagem para Vitoria Rosa a equipe perdeu posições. Rosângela recebeu em quarto e acelerou muito para passar a atleta de Trinidad e Tobago no fim. Com a terceira posição estava garantida a vaga para a final. O tempo, 42s77, foi o melhor do país em 2017.

Na primeira bateria, os Estados Unidos, com Aaliyah Brown, Allyson Fellix, Morolake Akinosun e Ariana Washington cruzaram na primeira colocação e assumiram a liderança do ranking mundial com 41s84. As outras duas vagas diretas ficaram com a Grã-Bretanha - levantando o público - e com a Suíça, que estabeleceu o novo recorde nacional da prova (42s50). A Holanda de Dafne Schippers, quarta colocada, acabou levando uma das vagas por tempo. Trinidad e Tobago ficou com a outra.

Botsuano derruba brasileiro, e país não vai à final do 4x400m

 
Quarteto do Brasil fica em sexto na eliminatória do rev. masculino 4x400m em Londres

Quarteto do Brasil fica em sexto na eliminatória do rev. masculino 4x400m em Londres

Única equipe masculina do Brasil nos revezamentos, o 4x400m se despediu na fase eliminatória. O quarteto formado por Lucas Carvalho, Alexander Russo, Anderson Henriques e Hugo Balduíno terminou em sexto lugar na segunda bateria com o tempo de 3m04s02, o 13º entre as 16 seleções participantes. Na última passagem de bastão, houve um incidente entre Anderson e o botsuano Isaac Makwala, que trombaram. Com o impacto, o brasileiro ficou caído no chão.

- Revezamento é assim, sempre vai ficar alguém no meio do caminho, principalmente se a gente faz uma passagem em que tem mais equipes à frente. Nosso objetivo era fazer passagens mais limpas para não acontecer isso antes das passagens. Aconteceu, é do jogo, mas está todo mundo bem. Acho que eu já tinha conseguido passar o bastão. Foi tudo muito rápido. Quando eu vi já tinha batido, já estava no chão. Não machucou, foi só a pancada.

 Anderson fica caído no chão (Foto: Reuters)

Anderson fica caído no chão (Foto: Reuters)

Fonte: ge