Economia

14 de Janeiro de 2019 às 09:50:31h

Estado prevê equilíbrio financeiro só daqui a 2 anos; salários serão regularizados antes

Secretário da Casa Civil adianta que pagamentos de salários serão regularizados antes deste prazo

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, acredita que o Estado só deve atingir a estabilidade financeira em dois anos. Para ele, este é o prazo que as reformas propostas pelo governador Mauro Mendes (DEM), apresentadas na última semana à Assembleia Legislativa, tenham seus efeitos atingidos. 

“Acredito neste equilíbrio fiscal com todas as decisões que o governador Mauro Mendes (DEM) está colocando e com todo empenho também do secretariado junto com funcionalismo público, acho que no mínimo dois anos para tirar o Estado da fase econômica que ele está hoje”, afirmou Carvalho em entrevista  a Rádio Capital na manhã desta segunda-feira (14).

 

Porém, Mauro Carvalho explicou que a declaração não significa que salários dos servidores públicos serão atrasados, ou escalonados, durante todo este período, assim como os fornecedores ficarão sem receber. Segundo ele, este é o tempo necessário para que as contas públicas se estabilizem.

Na última semana, o governador encaminhou para a Assembleia Legislativa quatro projetos para aprovação, visando o equilíbrio das contas públicas. Entre eles, novos critérios para pagamentos do Reajuste Anual Geral (RGA) ao servidor, Reforma Administrativa, Extinção das Empresas Públicas e o Fethab.

Sobre isso, Carvalho explica que os projetos são meios de estabilizar a parte econômica do Estado. Ele garante que o tempo necessário para essa estabilização não vai prejudicar o servidor público. “Todas as medidas que o governador tomou essa semana, com as quatro reformas encaminhadas para Assembleia Legislativa nós acreditamos que esta sensibilidade que a gente está colocando no tempo, não tem nada haver com o pagamento e salário em dia. Acho que prioridade do governador Mauro Mendes é realmente o quanto antes equilibrar a parte salarial do funcionalismo público”. 

No entanto, ele pontua que para equilibrar receita e despesa, as decisões de hoje podem se refletir em longo prazo. Além disso, o secretário comentou que a dívida herdada por Mendes, de quase R$ 4 bilhões, é muito alta. Por isso, é  preciso que todos tenham paciência para que o executivo consiga restabelecer o desenvolvimento de Mato Grosso. 

“Por mais que o governador, por mais que todos entrem no engajamento, a dívida é muito alta, estamos falando de quase R$ 4 bilhões de reais. É um negócio que tem que promover muito desenvolvimento, precisa reduzir muito seu custo, fazer muito o seu dever de casa, para essa conta se equilibrar e eu acredito que menos de dois anos não vamos conseguir isso. Isso não significa que salários e fornecedores vão continuar a receber da forma que está. O salário é prioridade do Governo”. 

Mauro Carvalho cita que não tem como negar a situação precária do Estado e lamenta que gestores anteriores não estudaram o impacto financeiro ao aprovarem leis que elevaram as contas do Governo. “Ninguém pode negar. Nós temos aumentos salarias, por exemplo, programados em uma Secretaria de Estado, que vai significar mais de R$ 1 bilhão nesses próximos cinco anos.  Então, aonde vamos buscar todos esses recursos para pagar essa conta. Teve coisa  no passado, que não sei o que levaram esses gestores a assinarem esses acordos”, citou. 

Fonte: FolhaMax