Economia

27 de Dezembro de 2018 às 15:07:57h

Estado não recebe FEX e confirma que não paga 13º salário dos servidores

Garantido na pasta na próxima gestão, Rogério Gallo diz que calendário será feito para pagar funcionários

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, descartou realizar o pagamento do 13° salário dos servidores públicos ainda em 2018. Segundo o gestor, existe a frustração dos R$ 400 milhões do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) que não chegaram aos cofres do Estado e, por isso, em breve deve apresentar um calendário com a previsão da quitação do débito. 

Gallo, que seguirá como secretário da Sefaz na gestão de Mauro Mendes (DEM), garante que o 13° será honrado. A declaração dele foi à Rádio Vila Real, na manhã desta quinta-feira (27).

 

“Estamos mantendo contato praticamente diários com lideranças sindicais, expondo a eles a realidade de caixa, não quero vender aqui nenhuma ilusão. O Estado deve o 13°, é um direito do servidor, mas neste momento nós não temos condições de realizar o pagamento, diante da frustração de receita. Não tenha dúvidas de que será apresentado um calendário e que nós vamos honrar com o pagamento do servidor público”, avisa.

Além disso, o secretário aponta que nunca houve conversa desencontrada com os servidores sobre pagamento do 13°. Isso porque, ele afirma que dialogou com o Fórum Sindical, que sabia do posicionamento do Governo em priorizar o pagamento dos salários referentes ao mês de novembro, que estavam escalonados para ser quitado até o dia 21 de dezembro, o que acabou ocorrendo. 

“Fiz uma reunião com o Fórum Sindical alguns dias atrás e fui muito claro, expus a situação financeira do Estado, o dinheiro que entra e o dinheiro que sai do dia a dia. E disse a eles que nós trabalharíamos na primeira etapa, que nossa prioridade era pagar os salários que estavam escalonados. Nós tínhamos pagos no dia 10, 90% dos servidores, 10% não tinham recebido ainda e eu disse que nós pagaríamos até o dia 21”, explica. 

Gallo narrou que foi conversado com o Fórum que o executivo precisava receber do FEX para pagar o 13°. Este seria o único valor no caixa do Estado para quitar o valor de R$ 154 milhões referentes ao 13°.

“Disse que o pagamento do 13° dependeria do FEX. O FEX entra só para o Estado R$ 320 milhões e para os municípios mais R$ 100 milhões, isso está escrito na lei orçamentária do Estado, quer dizer nós prevemos essa receita e houve uma frustração. O 13° deste mês não é um 13° como nos meses anteriores que fica na casa de R$ 40, R$ 45 milhões de reais. Este 13° agora é R$ 157 milhões é muito dinheiro, porque soma-se o 13° dos aniversariantes de novembro, dezembro , de todos os comissionados, e de 50% dos empregados públicos das estatais , um valor bastante expressivo”, conta. 

No entanto, Gallo pede ajuda aos senadores e deputados diplomados para auxiliarem na aprovação do FEX que ainda deve passar pela Câmara Federal. Além de solicitar, para que façam o movimento a fim de ajustar a Lei Kandir, visando garantir os repasses do FEX todos os meses para o Estado. “Nos ajudem novos deputados, senadores a regulamentar as mudanças na Lei Kandir. Mato Grosso precisa, não pode ficar com este pires na mão. Um estado que contribuiu com a nação brasileira e ter que ficar com este pires na mão e tomar um calote no último mês do ano de mandato de um governador , e ter que desonrar com os servidores públicos”.

Fonte: FolhaMax